Sente que foi vítima de violência obstétrica? Saiba o que é e como pode agir

Sente que foi vítima de violência obstétrica

Sente que foi vítima de violência obstétrica? Saiba o que é e como pode agir

A gravidez e o parto são momentos de grande vulnerabilidade para uma mulher. É suposto ser um processo natural, com um acompanhamento cuidadoso e respeitoso. No entanto, muitas mulheres sentem que, em vez de serem tratadas com dignidade, a sua autonomia e bem-estar foram desrespeitados. Se se identifica com esta sensação, este artigo é para si.

É provável que tenha sido vítima de violência obstétrica.

O que é, afinal, a violência obstétrica?

De acordo com a Lei n.º 33/2025 de 31 de março, a violência obstétrica é definida como:

“A ação física e verbal exercida pelos profissionais de saúde sobre o corpo e os procedimentos na área reprodutiva das mulheres ou de outras pessoas gestantes, que se expressa num tratamento desumanizado, num abuso da medicalização ou na patologização dos processos naturais, desrespeitando o regime de proteção na preconceção, na procriação medicamente assistida, na gravidez, no parto, no nascimento e no puerpério previsto na secção II do capítulo III da Lei n.º 15/2014, de 21 de março.”

Em resumo, a violência obstétrica acontece sempre que uma instituição de saúde ou um profissional impõe restrições ou intervenções que violam a sua dignidade e o seu direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo.

Restrições e imposições comuns que podem ser consideradas violência obstétrica

A violência obstétrica manifesta-se de diversas formas, por vezes subtis, mas que causam sofrimento. Alguns exemplos comuns são:

Restrições impostas

  • Impedimento de usar as suas próprias roupas ou de se movimentar livremente durante o trabalho de parto.
  • Restrição de ingerir alimentos e água durante o parto sem motivo clínico.
  • Proibição de ter acompanhante durante a noite ou em momentos como a administração da epidural.
  • Restrições de horário à presença de acompanhantes.

Intervenções impostas

  • Coerção para fazer uma epidural ou outras intervenções.
  • Imposição de intervenções para acelerar o parto, como a utilização de oxitocina sintética.
  • Toques vaginais excessivos e sem um motivo clínico.

A sua experiência importa. A sua voz merece ser ouvida.

Se passou por uma destas situações ou por outras que a fizeram sentir-se impotente e desrespeitada, é fundamental que saiba que os seus direitos foram violados. A dor e o trauma de uma experiência de parto violenta podem ter um impacto profundo e duradouro.

Não hesite em procurar ajuda! A minha missão é defender os seus direitos e garantir que a sua voz chega às entidades competentes para uma resolução judicial ou extrajudicial.

Contacta-me já para uma análise confidencial e profissional do teu caso.
Lembre-te que a tua história pode ajudar a garantir que outras mulheres não passam pelo mesmo.

Advogada com prática em Direito da Saúde, Violência Obstétrica e Direito Rodoviário.

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